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Glossário

Glossário de Instagram e marketing de conteúdo

Cada termo que aparece num painel de métricas, numa reunião de pauta ou num briefing, explicado com o que ele significa de verdade e o que fazer com ele. Sem jargão solto e sem definição de duas linhas.

Formatos e recursos do Instagram

O que existe dentro do app: os formatos de publicação, os campos do perfil, os recursos de cada superfície e os limites técnicos que ninguém lê até esbarrar neles.

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Ilustração do feed do Instagram, com uma linha do tempo e uma grade de perfil

Feed

Feed é a palavra que o Instagram usa para duas coisas diferentes: a linha do tempo por onde você rola, e a grade permanente do seu próprio perfil. Publicar no feed significa criar uma peça que fica no perfil para sempre, ao contrário dos Stories, que somem em 24 horas. É o formato de permanência da plataforma, e continua sendo onde uma conta constrói a impressão que alguém tem dela ao chegar.

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Ilustração de um Reel, com um vídeo vertical alcançando pessoas fora da base

Reels

Reels é o formato de vídeo curto e vertical do Instagram, e a principal via de distribuição para pessoas que não seguem a conta. Diferente de uma publicação de feed, cuja entrega depende bastante do histórico entre as duas contas, o Reel é ofertado a quem o sistema prevê ter interesse no tema, o que o torna a ferramenta de crescimento mais direta da plataforma e também a mais exigente em retenção.

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Ilustração de Stories do Instagram, com quadros verticais em sequência

Stories

Stories são as publicações verticais que somem depois de 24 horas, exibidas no topo do aplicativo em vez do feed. É o formato de relacionamento da plataforma: a distribuição é quase toda para quem já segue, e a ordenação depende de proximidade e de histórico de visualização. É também o único formato do Instagram em que quem publica vê a lista nominal de quem assistiu.

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Ilustração de um carrossel do Instagram com vários quadros deslizáveis

Carrossel

Carrossel é a publicação do Instagram que reúne até 20 imagens ou vídeos em um único post, navegáveis deslizando para o lado. Ele ocupa o mesmo espaço de um post comum no feed, mas pede uma ação a mais de quem vê, e essa ação é o que o torna valioso: cada avanço de quadro aumenta o tempo de permanência, e o formato tem uma segunda chance de entrega, porque o Instagram pode reexibir o post começando por outro quadro para quem não interagiu na primeira vez.

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Ilustração de canal de transmissão, com uma mensagem indo para muitos

Canal de transmissão

Canal de transmissão é uma conversa de mão única dentro do Direct do Instagram, em que só quem administra publica e todos os inscritos recebem. É a resposta da plataforma às listas de difusão de outros aplicativos de mensagem: entrega direta na caixa de mensagens, com notificação, sem depender de ranqueamento de feed. Em troca, a audiência é apenas quem se inscreveu, e ela não conversa de volta a não ser por enquete e reação.

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Ilustração de publicação colaborativa, com um post ligando dois perfis

Publicação colaborativa

Publicação colaborativa é o recurso que faz um mesmo post aparecer no perfil de duas ou mais contas, com todas listadas como autoras e compartilhando as mesmas curtidas, comentários e visualizações. É a única forma nativa de somar audiências no mesmo conteúdo: a peça é distribuída para os seguidores de todos os colaboradores, o que a torna a alavanca de alcance mais direta que a plataforma oferece de graça.

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Ilustração de parceria paga, com etiqueta de publicidade em um post

Parceria paga

Parceria paga é a etiqueta oficial do Instagram que identifica um conteúdo como publicidade, exibindo "Parceria paga com" e o nome da marca abaixo do nome de quem publicou. Ela cumpre a obrigação legal de declarar publicidade, dá à marca acesso às métricas daquela publicação e é o que permite transformar o post do criador em anúncio pago, veiculado a partir do perfil dele.

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Ilustração de Reels de teste, com um vídeo indo só para público novo

Reels de teste

Reels de teste é a opção que publica um Reel apenas para pessoas que não seguem a conta, sem que ele apareça no perfil, na grade ou para os seguidores atuais. Serve para medir se um formato ou gancho funciona com público frio antes de comprometer o perfil com ele. Se o desempenho for bom, o Reel pode ser liberado para todo mundo depois, mantendo as métricas já acumuladas.

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Métricas e analytics

Cada número que o Instagram mostra, o que ele mede de verdade, como calcular o que a plataforma não entrega pronto e quais indicadores decidem alguma coisa.

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Ilustração de alcance no Instagram, com contas únicas alcançadas por uma publicação

Alcance

Alcance é o número de contas únicas que viram um conteúdo pelo menos uma vez. Diferente de impressões, ele não conta a mesma pessoa duas vezes, então mede tamanho de audiência atingida e não volume de exibição. No Instagram o alcance aparece por publicação e por período, e pode ser separado entre seguidores e não seguidores, que é a leitura que mostra se o perfil está descobrindo gente nova ou apenas circulando entre quem já segue.

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Ilustração de impressões no Instagram, com exibições repetidas de uma publicação

Impressões

Impressões são o total de vezes que um conteúdo foi exibido, contando repetições da mesma pessoa. Diferente do alcance, que conta contas únicas, a impressão conta a exibição: se alguém vê o mesmo carrossel três vezes, isso é uma conta de alcance e três impressões. A razão entre as duas métricas é a frequência, e é ela que mostra se o conteúdo está circulando dentro da mesma bolha ou encontrando gente nova.

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Ilustração de visualizações no Instagram, com reproduções de um vídeo

Visualizações

Visualizações são o número de vezes que um conteúdo foi consumido, e desde a unificação das métricas do Instagram elas valem para todo formato, não só para vídeo. Uma visualização inclui reproduções repetidas da mesma pessoa, o que a aproxima de impressões e a afasta de alcance. É hoje o número em destaque na maior parte dos painéis do aplicativo, o que fez muita gente achar que alcance e impressões tinham sumido.

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Ilustração de contas alcançadas no Instagram, com perfis distintos agrupados

Contas alcançadas

Contas alcançadas é o número de contas distintas que viram qualquer conteúdo do perfil no período escolhido. É a mesma ideia de alcance, aplicada ao perfil inteiro em vez de a uma publicação: cada pessoa entra uma vez só, mesmo que tenha visto dez posts, um Story e um Reel. Por isso o número nunca é a soma do alcance das publicações, e sempre é menor que ela.

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Ilustração de frequência, com a mesma pessoa vendo a publicação várias vezes

Frequência

Frequência é o número médio de vezes que cada pessoa alcançada viu o conteúdo, e se calcula dividindo impressões por alcance. Ela existe porque alcance sozinho não diz se a entrega foi ampla ou repetida: mil impressões podem ser mil pessoas vendo uma vez ou cem pessoas vendo dez vezes. Não confundir com frequência de publicação, que é quantas vezes o perfil posta por período.

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Ilustração da taxa de alcance, com a fatia da base que viu o conteúdo

Taxa de alcance

Taxa de alcance é o percentual da sua base de seguidores que efetivamente viu um conteúdo, calculado dividindo o alcance pelo número de seguidores. Ela existe porque alcance absoluto não é comparável entre contas nem entre momentos: mil pessoas alcançadas é excelente para um perfil de dois mil seguidores e péssimo para um de duzentos mil. É a forma de tornar alcance uma métrica de eficiência em vez de uma métrica de tamanho.

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Ilustração de engajamento no Instagram, com as quatro interações principais

Engajamento

Engajamento é o conjunto de interações que as pessoas têm com um conteúdo: curtidas, comentários, salvamentos e compartilhamentos, mais respostas e menções nos Stories. É uma contagem absoluta, não um percentual, e por isso só faz sentido comparada a uma base, seja o alcance ou o número de seguidores. As quatro interações não valem igual: as que exigem mais esforço de quem vê são as que mais empurram a distribuição.

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Ilustração da taxa de engajamento no Instagram, com interações sobre uma base de comparação

Taxa de engajamento

Taxa de engajamento é o percentual de pessoas que interagiram com um conteúdo em relação a uma base de comparação. Existem duas fórmulas de uso corrente: interações divididas por seguidores, que mede a resposta da base, e interações divididas pelo alcance, que mede a qualidade da entrega. As duas respondem perguntas diferentes e produzem números diferentes para o mesmo post, então o que importa é declarar qual foi usada antes de comparar qualquer coisa.

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Algoritmo e distribuição

Como o Instagram decide quem vê o quê: sinais de ranqueamento, superfícies de descoberta, o que derruba alcance e o que faz um conteúdo escapar da própria bolha.

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Ilustração do algoritmo do Instagram ordenando conteúdo por superfície

Algoritmo do Instagram

O algoritmo do Instagram é o conjunto de sistemas de ranqueamento que decide qual conteúdo cada pessoa vê e em que ordem. Não é um único algoritmo: feed, Stories, Reels e Explorar têm sistemas distintos, com sinais e pesos próprios, porque as pessoas usam cada superfície com uma expectativa diferente. Todos eles funcionam prevendo a probabilidade de você interagir com uma peça específica e ordenando o que está disponível segundo essa previsão.

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Ilustração de shadowban, com conteúdo restrito a um círculo pequeno

Shadowban

Shadowban é o nome popular para a ideia de que uma conta foi silenciosamente restringida, continuando a publicar normalmente enquanto o conteúdo deixa de aparecer para os outros. A plataforma não usa esse termo, mas reconhece um mecanismo próximo: conteúdo que não segue as diretrizes de recomendação deixa de ser recomendado a quem não segue a conta, sem que ninguém seja avisado. A queda de alcance da maioria dos casos, porém, não é isso.

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Ilustração da aba Explorar do Instagram em grade

Aba Explorar

A aba Explorar é a grade de descoberta do Instagram, formada quase inteiramente por conteúdo de contas que a pessoa não segue. Ela é montada individualmente: não existe uma versão única do Explorar, cada pessoa vê uma grade diferente construída a partir do próprio histórico de interação. Para quem publica, cair nela é a forma mais rápida de alcançar público novo em escala.

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Ilustração de busca dentro do Instagram com uma lupa

SEO no Instagram

SEO no Instagram é otimizar o perfil e as publicações para a busca interna da plataforma, que passou a funcionar com palavras em vez de depender só de hashtag. Hoje o sistema lê o campo de nome, o nome de usuário, a legenda, o texto na tela e o áudio transcrito. Isso transformou a busca num canal de descoberta contínuo, e é o canal menos disputado que existe dentro da plataforma.

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Ilustração de uma hashtag como etiqueta clicável

Hashtag

Hashtag é uma palavra ou expressão sem espaços precedida do símbolo de cerquilha, que a plataforma transforma numa etiqueta clicável agrupando todo o conteúdo marcado com ela. Durante anos foi o principal mecanismo de descoberta do Instagram. Hoje não é mais: a distribuição passou a depender do que o sistema entende do conteúdo em si, e a hashtag virou um sinal de contexto entre vários.

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Ilustração de trendjacking, com uma marca pegando carona numa onda

Trendjacking

Trendjacking é pegar carona numa tendência já em circulação para levar a sua mensagem junto. Funciona porque a plataforma já está distribuindo aquele formato, áudio ou assunto, e entrar nele custa menos atenção do que criar algo do zero. O preço é a janela: tendência tem prazo de validade curto, e chegar atrasado transforma a carona em constrangimento.

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Ilustração de viralização, com um conteúdo se multiplicando em rede

Viralização

Viralização é quando um conteúdo passa a ser distribuído principalmente pelas próprias pessoas que o consomem, e não pela entrega inicial da plataforma. O mecanismo é de multiplicação: cada pessoa alcançada traz mais de uma pessoa nova. Não é sorte nem truque de algoritmo, é o resultado de uma peça que dá a quem assiste um motivo forte para mostrar a outra pessoa.

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Ilustração do coeficiente viral, com uma pessoa trazendo várias novas

Coeficiente viral

Coeficiente viral é o número de pessoas novas que cada pessoa alcançada traz para o conteúdo. É a métrica que separa crescimento que se sustenta sozinho de crescimento que depende de empurrão constante: acima de 1, cada rodada é maior que a anterior e o alcance se multiplica; abaixo de 1, cada rodada é menor e a curva se apaga sozinha, por melhor que tenha sido o começo.

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Copywriting e narrativa

A escrita que segura atenção: ganchos, estruturas de persuasão, narrativa, tom de voz e os formatos editoriais que se repetem porque funcionam.

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Ilustração de copywriting com texto levando a uma ação

Copywriting

Copywriting é a escrita feita para provocar uma ação específica: comprar, se cadastrar, responder, clicar. A diferença para os outros tipos de escrita não é o estilo, é o critério de sucesso. Um texto literário é julgado pela experiência que provoca; um copy é julgado pelo número de pessoas que fizeram o que ele pedia. Isso muda tudo, inclusive a ordem em que ele é escrito.

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Ilustração de um gancho de conteúdo prendendo a atenção nos primeiros segundos

Gancho

Gancho é a abertura de um conteúdo, responsável por comprar os primeiros segundos de atenção e fazer a pessoa decidir continuar. Em vídeo curto ele ocupa os três primeiros segundos e é simultaneamente verbal, visual e sonoro; num carrossel, é a capa; num texto, é a primeira linha. O gancho não é enfeite de abertura: como o sistema de distribuição observa retenção e tempo de permanência, ele é o que determina se o conteúdo chega a ser entregue para além de quem já segue.

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Ilustração de uma headline em destaque sobre um bloco de texto

Headline

Headline é a frase de abertura que decide se o resto do conteúdo será consumido. É o elemento de maior alavancagem de qualquer peça: se ela falha, tudo o que vem depois deixa de existir, por melhor que seja. No Instagram ela aparece em três lugares diferentes, e cada um deles tem uma restrição própria que muda como ela deve ser escrita.

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Ilustração de uma legenda de Instagram com linhas de texto

Legenda

Legenda é o texto que acompanha uma publicação no Instagram. Cabem 2.200 caracteres, mas apenas as primeiras linhas aparecem antes do botão "mais", o que faz dela um formato de duas camadas: a abertura precisa ganhar o toque, e o resto precisa entregar o que a abertura prometeu. É também o principal lugar onde a plataforma lê o assunto da peça em texto.

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Ilustração de uma chamada para ação com um botão em destaque

CTA

CTA vem de call to action, ou chamada para ação: a instrução que diz à pessoa o que fazer em seguida. É o elemento que transforma atenção em resultado, e o mais desperdiçado de todos, porque a maioria das peças ou não pede nada ou pede várias coisas ao mesmo tempo. Um pedido por peça, específico e com um motivo, rende mais do que a lista completa de verbos.

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Ilustração de storytelling com uma linha narrativa em três atos

Storytelling

Storytelling é a prática de organizar uma mensagem em forma de história, com personagem, conflito e resolução, em vez de apresentá-la como argumento direto. Funciona porque história é o formato que a memória humana guarda melhor: a mesma informação embutida numa narrativa é lembrada muito mais do que exposta em lista. O que separa uma história de um relato é o conflito.

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Ilustração de um arco narrativo como curva de tensão

Arco narrativo

Arco narrativo é a curva de tensão de uma história: a estrutura pela qual um conflito é apresentado, cresce até um ponto de máxima tensão e se resolve. É o que faz uma sequência de acontecimentos virar uma história em vez de uma lista. Em conteúdo curto ele não desaparece, ele se comprime, e a compressão costuma torná-lo mais evidente, não menos.

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Ilustração da jornada do herói como um caminho circular

Jornada do herói

A jornada do herói é o modelo narrativo que descreve a estrutura repetida em mitos e histórias: alguém comum recebe um chamado, resiste, atravessa uma provação com ajuda de um mentor e volta transformado. Aplicada a marketing, ela é útil, mas com uma inversão que quase todo mundo erra: quem conta a história não é o herói, é o mentor.

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Design e produção

Como a peça fica de pé: identidade visual, composição, legibilidade em tela pequena, anatomia do carrossel e a produção de vídeo por trás de um Reels.

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Ilustração de um roteiro de vídeo com blocos de texto

Roteiro

Roteiro é o documento que define o que será dito e mostrado num vídeo antes de a gravação começar. Em conteúdo curto ele quase nunca é lido palavra por palavra, mas escrever antes muda o resultado de qualquer forma: obriga a decidir o gancho, corta a divagação e reduz o número de tomadas. A conta é simples, um roteiro custa dez minutos e economiza uma hora de edição.

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Ilustração de um storyboard com quadros em sequência

Storyboard

Storyboard é a sequência de quadros desenhados que mostra como um vídeo vai ficar antes de a gravação começar. Cada quadro representa um plano, com a imagem, a fala e a indicação de movimento. É o complemento visual do roteiro: enquanto o roteiro decide o que será dito, o storyboard decide o que será visto, e são coisas diferentes que costumam ser confundidas.

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Ilustração de B-roll com imagens de apoio sobre um plano principal

B-roll

B-roll é todo material de imagem que não é a fala principal: as tomadas de apoio que aparecem por cima da narração para ilustrar, dar contexto ou simplesmente quebrar a monotonia visual. O nome vem da era do cinema em película, quando o rolo A trazia a cena principal e o rolo B trazia o material complementar. É o recurso mais barato de retenção que existe.

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Ilustração de um jump cut com dois trechos emendados

Jump cut

Jump cut é o corte feito dentro do mesmo plano, removendo um trecho e emendando o que sobra, o que produz um salto visível na imagem. No cinema clássico era considerado erro de continuidade. Em vídeo de internet virou padrão, porque resolve o problema central do formato: cortar toda pausa, respiração e divagação para manter o ritmo alto do começo ao fim.

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Ilustração de um vídeo talking head enquadrado do peito para cima

Talking head

Talking head é o formato de vídeo em que alguém fala diretamente para a câmera, enquadrado do peito para cima. É o formato mais antigo e mais simples que existe, e continua sendo o que mais converte em conta profissional, porque é o único em que a audiência vê o rosto, escuta a voz e forma vínculo com uma pessoa em vez de com um perfil.

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Ilustração de conteúdo sem rosto com mãos e telas

Conteúdo sem rosto

Conteúdo sem rosto, ou faceless content, é toda produção que não mostra o rosto de quem publica: mãos, telas, objetos, animação, narração sobre imagem. Funciona, e cresceu muito porque resolve dois problemas reais, o desconforto de aparecer e a dificuldade de escalar produção que depende de uma pessoa. A troca é que o vínculo precisa vir de outro lugar.

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Ilustração de motion graphics com formas e texto em movimento

Motion graphics

Motion graphics é design gráfico em movimento: texto, formas, ícones e gráficos animados, sem personagem nem narrativa própria. Serve para dar movimento onde não há imagem gravada, destacar informação e transformar dado abstrato em algo visível. Em conteúdo curto ele resolve o problema da tela parada, mas vira enfeite caro quando é usado sem função.

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Ilustração de um slide de abertura de carrossel com título grande

Slide de abertura

Slide de abertura é o primeiro quadro de um carrossel, a capa que aparece no feed. É o elemento de maior alavancagem da peça inteira: se ele não para o dedo, os outros nove slides não existem. E ele tem uma particularidade que quase ninguém considera, aparece em dois contextos diferentes, no feed em tamanho cheio e na grade do perfil em miniatura.

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Operação de conteúdo

A rotina que sustenta a publicação: pilares, calendário, produção em lote, cadência, aprovação e o funil que organiza para quem cada peça é feita.

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Ilustração de pilares de conteúdo sustentando um perfil

Pilar de conteúdo

Pilares de conteúdo são os poucos assuntos recorrentes que uma conta cobre. Eles existem para resolver dois problemas ao mesmo tempo: a página em branco de quem não sabe o que publicar, e a dispersão de quem publica sobre tudo e não é reconhecido por nada. Três a cinco pilares é o intervalo que funciona, e o erro mais comum é confundir pilar com formato.

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Ilustração de linha editorial como um eixo atravessando peças

Linha editorial

Linha editorial é o ponto de vista que atravessa tudo que a conta publica: o que ela defende, o que ela combate e como ela fala. Enquanto os pilares definem sobre o que você publica, a linha editorial define de que lado você está dentro desses assuntos. É o que faz duas contas do mesmo nicho, cobrindo os mesmos temas, soarem completamente diferentes.

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Ilustração de um calendário editorial com peças agendadas

Calendário editorial

Calendário editorial é o documento que organiza o que será publicado, quando e em qual formato. Ele resolve o problema mais caro da produção de conteúdo, que é decidir o tema no dia da publicação, quando não há tempo nem para pensar nem para produzir direito. A maioria dos calendários é abandonada em três semanas, e o motivo quase sempre é o mesmo: ele foi montado como calendário, e não como fila de produção.

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Ilustração de um banco de conteúdo com peças em reserva

Banco de conteúdo

Banco de conteúdo é a reserva de peças prontas ou quase prontas, guardadas para publicar quando a produção falhar. Ele existe porque a produção sempre falha em algum momento: a semana vira, alguém adoece, o cliente atrasa. Sem reserva, a conta simplesmente para, e parar custa mais caro do que publicar algo mediano, porque o retorno depende de constância.

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Ilustração de produção em lote com várias peças numa sessão

Produção em lote

Produção em lote é criar várias peças de conteúdo numa mesma sessão, em vez de uma por dia. A economia não vem de trabalhar mais rápido, vem de eliminar o custo de preparação que se repete a cada peça: montar o cenário, ajustar luz, entrar no estado de gravação, abrir o editor. Feito uma vez para dez peças em vez de dez vezes, esse custo deixa de dominar a operação.

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Ilustração de frequência de publicação com peças distribuídas no tempo

Frequência de publicação

Frequência de publicação é quantas peças uma conta publica por período. Não existe número universal, e quem promete um está vendendo simplificação: o certo depende do formato, do nicho e, principalmente, do que você consegue sustentar. A constância pesa mais que o volume, porque uma conta que publica três vezes por semana durante um ano rende mais que uma que publica todo dia por um mês e some.

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Ilustração de horário de publicação com um relógio e uma curva de atividade

Melhor horário para postar

Melhor horário para postar é o momento em que a sua audiência específica está mais ativa, e ele não é o mesmo da tabela que circula na internet. O horário afeta a entrega inicial, que é o primeiro teste de qualquer publicação, mas não decide o desempenho final: conteúdo bom publicado num horário ruim ainda funciona, e conteúdo ruim publicado no horário perfeito continua ruim.

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Ilustração de um briefing com campos preenchidos

Briefing

Briefing é o documento que define o que precisa ser produzido, para quem e com qual objetivo, antes de a produção começar. Ele existe para evitar retrabalho, que é o custo mais caro e mais invisível de qualquer operação de conteúdo. Um briefing bom não descreve a peça, descreve o problema que a peça resolve, e inclui explicitamente o que está fora do escopo.

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Criadores e parcerias

O mercado em volta de quem produz: faixas de influência, formatos de parceria paga, conteúdo gerado por usuário e os direitos que precisam estar no contrato.

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Ilustração da creator economy com criador, plataforma e marcas

Creator economy

Creator economy é o nome dado ao conjunto de pessoas que monetizam uma audiência própria e à infraestrutura que torna isso possível: plataformas, ferramentas, intermediários e marcas. A mudança que ela representa é de acesso, não de existência: sempre houve quem vivesse de audiência, mas a distribuição deixou de exigir uma empresa de mídia no meio.

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Ilustração de um influenciador com audiência conectada

Influenciador

Influenciador é quem consegue mover a decisão de outras pessoas dentro de um tema, seja ela de compra, de opinião ou de comportamento. O mercado organiza a categoria por faixas de seguidores, e essa divisão é útil para orçamento, mas ela descreve tamanho de audiência e não influência. Existe conta de milhão que não vende nada e conta de cinco mil que esgota estoque.

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Ilustração de um micro-influenciador com audiência de nicho

Micro-influenciador

Micro-influenciador é a faixa de audiência entre aproximadamente dez mil e cem mil seguidores. Ela virou o padrão de mercado por um motivo econômico e não estético: nessa faixa a conta já tem alcance relevante e ainda tem engajamento e credibilidade altos, o que produz o melhor custo por resultado da escala. Os limites variam entre agências, e a faixa é convenção, não regra.

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Ilustração de um nano-influenciador com audiência pequena e próxima

Nano-influenciador

Nano-influenciador é quem tem até cerca de dez mil seguidores. É a menor faixa da escala e a que costuma ter a maior taxa de engajamento, porque a audiência é próxima de verdade: em boa parte dos casos, quem segue conhece a pessoa. Isso torna a recomendação mais parecida com conselho de amigo que com publicidade, e é exatamente esse o ativo que a faixa vende.

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Ilustração de uma publi com etiqueta de publicidade

Publi

Publi é a abreviação de publicidade usada no mercado brasileiro de criadores para designar a publicação paga: o criador recebe para falar de um produto no perfil dele. Ela é diferente do post impulsionado, que é a marca colocando dinheiro para distribuir a própria publicação, e essa confusão aparece toda semana. Publi precisa ser declarada, e a etiqueta nativa é a forma de fazer isso.

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Ilustração de um media kit com blocos de informação

Media kit

Media kit é o documento que apresenta um criador para marcas: quem ele é, quem é a audiência dele, o que ele entrega e quanto custa. Ele existe para responder de uma vez as perguntas que a marca faria por mensagem, e a versão que funciona não é uma coleção de capturas de tela com número de seguidores, é um documento comercial curto que facilita a decisão de quem vai contratar.

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Ilustração de permuta com produto trocado por publicação

Permuta

Permuta é o acordo em que o criador recebe produto ou serviço em vez de dinheiro pela divulgação. É a porta de entrada mais comum do mercado de influência, e faz sentido em situações específicas: quando o produto tem valor real para você e o trabalho pedido é pequeno. Deixa de fazer sentido no momento em que a marca começa a pedir entregáveis de produção, porque aí ela está contratando trabalho.

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Ilustração de UGC com conteúdo indo do criador para a marca

UGC

UGC vem de user generated content, conteúdo gerado por usuário. No mercado atual, o termo designa uma atividade específica: produzir conteúdo com cara de pessoa real para a marca usar nos canais dela e em anúncio. A diferença crucial para publicidade de influenciador é o que está sendo vendido: no UGC a marca compra o conteúdo, não a distribuição, e por isso a atividade não exige audiência.

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